Gobernanza de TI comienza, hoy, una nueva sección que, bajo la etiqueta “Firma invitada“, dará cabida a interesantes artículos remitidos por otros profesionales y colegas del sector. Sin duda, sus opiniones, comentarios y aportaciones enriquecerán de manera notable la información contenida en este cuaderno de bitácora y reforzarán con ello el espíritu con el que nació: Informar-Formar-Opinar, en español, sobre el Gobierno Corporativo de la Información y sus Tecnologías Afines, en el seno de las organizaciones.

Fieles a ese mismo espíritu, en aquellos casos en los que el artículo no haya sido escrito en lengua española, será ofrecido, tanto en su versión original, como en español. Éste es, precisamente, el caso de hoy: Rui Borges, Director de Desarrollo de Negocio de TI, para España y Portugal, de SAS Institute ofrece en “IT Governance: O Maestro dos Sistemas de Informação” una visión aglutinadora del gobierno de TI  – en tanto que elemento central de una estrategia de sincronización y armonización de cada uno de los componentes del entramado tecnológico de la organización -,  como si de dirigir una gran orquesta se tratase.

 

IT Governance: O Maestro dos Sistemas de Informação

Quando se observa uma orquestra constata-se que todos os instrumentos são relevantes e que o papel do maestro na coordenação de cada um deles é muito importante, já que ajuda a transformar um conjunto de sons numa sinfonia.

Nos Sistemas de Informação encontra-se uma situação semelhante. Há profissionais, processos, instrumentos/ferramentas e maestro que, unidos e coordenados, geram um processo de transformação que demonstra o Valor e a Performance da gestão das Tecnologias de Informação (TI). Para este processo de transformação e medição, aplica-se uma arquitectura modular de IT Governance que permite obter de cada profissional, processo e instrumento, o melhor que cada um pode dar em benefício do todo.

É verdade que na fase de preparação ou ensaio de uma orquestra cada instrumento tenta isoladamente obter uma melhoria de performance, no entanto, a sua avaliação final vai depender do resultado produzido pela totalidade do grupo: a orquestra.

Tal como nas orquestras, o estágio de maturidade da gestão dos Sistemas de Informação é essencial para aferir a qualidade do serviço prestado e o retorno do investimento realizado, com base  nos ganhos efectivos dos utilizadores desse serviço.

Assim, o grande desafio que se coloca aos Sistemas de Informação é obter e integrar de forma harmoniosa o melhor de cada componente num todo, já que nenhuma solução isolada é estratégica e eficaz por si própria.

Um projecto de TI é composto por muitas componentes e processos, mais ou menos complexos – que variam em função dos desafios das unidades de negócio e dos sectores de mercado – só o IT Governance permite gerir esta orquestra. Tal como o maestro, o IT Governance evita a incoerência, desarmonia e as falhas de ritmo, e previne os sentimentos de insatisfação ou outros problemas junto do utilizador final.

Mais uma vez, o mesmo se aplica aos Sistemas de Informação. Cada aplicação ou processo interno deve melhorar a sua eficiência, mas só em conjunto e coordenados de acordo com as “Boas Práticas” vão conseguir criar valor e demonstrar resultados. Igualmente importante é não excluir nenhum elemento da orquestra, qualquer que seja o seu papel. Existem aplicações na área dos Sistemas de Informação que poderão não ser estratégicas ou prioritárias, como por exemplo as soluções de IT Financial Management ou de IT Performance Management, mas que têm que ser levadas em conta na implementação de um modelo de IT Governance.

Neste sentido, os Gestores de Sistemas de Informação necessitam de ferramentas complementares para Controlar e Medir o contributo e benefício do Serviço TI nas Organizações, quer em regime interno ou em Outsourcing.

Existe um modelo de maturidade de IT Governance que abrange estes requisitos. O modelo baseado no Business Analytics Framework, estruturado e faseado (Stabilization, Resource Optimization, Service Optimization, Financial Optimization e Governance), reflecte a abordagem da gestão das Tecnologias de Informação associada à criação e demonstração de valor, alinhando os Serviços com a estratégia da organização e apresentando resultados em cada nível do modelo.

É por isto que se torna tão importante conhecer a função estratégica que desempenham alguns dos componentes no modelo de IT Governance. Conhecer significa partilhar a informação por toda a estrutura da organização e saber como é que o departamento de TI está a responder a cada um dos desafios da empresa. É aqui que entram soluções como o IT Performance Management e de IT Financial Management, que viabilizam a apresentação sistematizada e resumida do desempenho das TI nas organizações.

Estas soluções permitem alinhar as TI com as unidades de negócio e, para além de analisarem os indicadores do negócio, permitem também medir o valor de cada um deles de acordo com a respectiva dimensão e quadrante. Nesta medição, é aplicado um modelo “top-down” e de correlação de indicadores, que vai uniformizar os processos e estabelecer níveis de maturidade, focalizando-se nas verdadeiras necessidades do negócio, evitando investimentos mal direccionados.

Questões como a optimização de recursos e serviços de TI, a implementação de processos de TI, a garantia dos níveis de serviços e a optimização dos modelos de custeio dos serviços de TI, entre muitos outros, estão abrangidos por uma solução de IT Scorecard.

Importa ainda acrescentar que, quanto melhor for o processo de qualificação e selecção dos investimentos em TI, melhor será o processo de gestão e monitorização desse investimento que passa a ser orientado pela medição dos resultados. Nestas condições, o sucesso dos projectos implementados é assegurado e o planeamento de apostas futuras mais correcto.

Cada organização deverá ter o seu modelo de governação, mas são as implementações faseadas que poderão ser as mais eficazes uma vez que acompanham e contribuem para o nível de maturidade da empresa. A implementação de um Modelo de IT Governance deverá ser uma decisão estratégica e incontornável para qualquer organização que tenha como objectivos a optimização dos custos operacionais, a adopção de arquitecturas inovadoras para suporte de novos modelos de negócio e que pretendam optimizar a infra-estrutura de TI de maneira a garantir o menor investimento para os níveis de serviços acordados.
 
O IT Governance é por excelência o modelo de gestão das TI. Implementado correctamente, garante um resultado final muito superior ao proporcionado pelas componentes isoladas. Ao introduzir-se novas disciplinas na área dos Sistemas de Informação, como o IT Financial Management e o IT Performance Management, vai-se para além da simples execução, avaliando e preparando os desafios actuais e futuros das organizações.